Daniela e Antônio reforçam que importantes avanços na abordagem do câncer de mama aconteceram nos últimos anos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização do tratamento. “O prognóstico do câncer de mama depende da extensão da doença (estadiamento), assim como das características biológicas do tumor, bem como as condições da paciente (idade, comorbidades).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. Este tratamento pode ser local, com cirurgia e radioterapia (além de reconstrução mamária), ou sistemático com quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica”.

Tipos mais Comuns de Câncer de Mama

1 – Carcinoma ductal invasivo

Também conhecido como infiltrante, é a modalidade de câncer mais comum. Ele se instala no ducto mamário e, no estágio mais avançado, destrói a parede desse ducto, expandindo-se dentro do tecido adiposo dos seios.

Se não for descoberto e tratado, espalha-se na forma de metástase para vários outros locais do organismo por meio do sistema linfático e da circulação sanguínea, ficando mais difícil de tratar.

2 – Carcinoma Ductal in Sito

Esse tipo de câncer de mama está em estágio inicial. As células cancerosas se localizam no interior dos ductos, ou seja, ainda não se espalharam. Por isso, as chances do seu desenvolvimento para uma metástase são bem pequenas, bem como de se espalhar para tecidos e outros órgãos pelo corpo.

Cerca de 20% dos novos casos de câncer de mama serão de carcinoma ductal in situ. Quase todas as mulheres diagnosticadas neste estágio da doença podem ser curadas. Além disso, normalmente seus protocolos de tratamentos são mais brandos.

3 – Carcinoma lobular in situ

Esse é considerado o segundo tipo de câncer de mama mais comum entre as mulheres. As células cancerígenas começam a crescer dentro dos lobos das glândulas responsáveis pela produção de leite que não romperam ainda a parede lobular. É menos agressivo e mais fácil de ser tratado, uma vez que não se instalam nas paredes dos lóbulos dos seios.

4 – Carcinoma Lobular invasivo

Geralmente, ele se instala nos lóbulos mamários dos dois seios e também está associado ao surgimento do câncer no ovário. Este tipo é mais difícil de ser descoberto e as chances de se desenvolver nos tecidos ao redor do lóbulo e se espalhar pelo organismo são muito altas.

5 – Doença de Paget

Esse tipo é mais raro de acontecer. Ele se desenvolve no tecido conjuntivo dos seios, como na região das auréolas ou mamilos. A pele da região fica vermelha e inflamada, formando uma espécie de crosta.

Os seus sintomas são vermelhidão na pele, dor, sensação de queimação, alta sensibilidade e coceira. Contudo, algumas vezes o paciente não apresenta sintomas definidos. Nos estágios mais avançados do tumor, ele se espalha para outras partes do organismo.