Cirurgia Oncológica

A cirurgia oncológica é uma subdivisão da cirurgia geral e têm como objetivo o tratamento de tumores sólidos ou outras doenças neoplásicas. A cirurgia oncológica pode ser utilizada no tratamento de tumores gastro-intestinais, ginecológicos, torácicos, tumores endócrinos, sarcomas e melanomas.

Além da terapia cirúrgica específica, o cirurgião oncológico é um profissional que também pode estar envolvido na prevenção, diagnóstico, rehabilitação e acompanhamento dos pacientes com câncer.

Hormonioterapia

 Os hormônios são substâncias químicas produzidas por determinados órgãos do corpo chamadas glândulas. Exemplos de glândulas são os ovários, os testículos, e as glândulas supra-renais. Os hormônios possuem as mais diversas ações no organismo, atuando em vários processos fisiológicos. Entretanto, também podem favorecer o crescimento de alguns tipos de células cancerosas, como em casos de câncer de mama, corpo do útero (endométrio) e próstata. Em outros casos, os hormônios podem agir eliminando as células cancerosas, retardando o seu crescimento ou mantendo o tumor em estado de latência.

Devido às influências hormonais em determinados tipos de câncer, a utilização de hormônios ou bloqueadores hormonais é parte importante na terapêutica oncológica.
O tratamento hormonal para o câncer pode incluir a administração de medicações por via oral, intravenosa, intramuscular e/ou subcutânea. No caso de necessidade de supressão hormonal pode-se indicar cirurgia ou radioterapia direcionada para glândulas específicas, a fim de reduzir ou eliminar a produção de hormônios que tenham o potencial de ou estejam estimulando o câncer.

Exemplos de medicações utilizadas na hormonioterapia no tratamento do câncer: Tamoxifeno , Fulvestranto (Faslodex®), Anastrozol (Arimidex®), Letrozol (Femara®), Exemestane (Aromasin®), Megestrol , Goserelina (Zoladex®), Leuprolida (Lupron®), Dietiletilbestrol.


Terapias Alvo e Medicina Molecular


 Com a pesquisa contínua e o avanço nas técnicas de análise do DNA, surgiu um ramo da medicina chamado de medicina molecular. A medicina molecular envolve meios de diagnóstico e tratamento, através do entendimento do funcionamento de genes, proteínas e outras moléculas celulares cujas funções podem estar alteradas em doenças como o câncer.

As chamadas Terapias Alvo, no tratamento do câncer, compreendem as substâncias que agem destruindo células tumorais através de moléculas específicas envolvidas no crescimento da célula cancerosa.
Diversos alvos moleculares foram encontrados e incorporados na terapêutica do câncer.
As terapias alvo podem ser classificadas das seguintes maneiras:

Anticorpos Monoclonais

Estas substâncias, produzidas em laboratórios, reconhecem e se ligam a locais específicos localizados na parte externa das células tumorais (membrana plasmática), impedindo a célula de enviar sinais importantes para sua multiplicação e/ou sobrevivência.
Exemplos de anticorpos monoclonais são: trastuzumab (Herceptin®), cetuximab (Erbitux®), rituximab (Mabthera®).

Inibidores de Angiogênese

O termo angiogênese se refere à formação de novos vasos sangüíneos. Muitos tipos de câncer atraem novos vasos sangüíneos para o seu interior, o que lhes permite crescer e se espalhar.  Os inibidores da angiogênese possuem o potencial de diminuir e/ou previnir a formação de novos vasos tumorais.  Um exemplo de inibidor da angiogênese é a medicação chamada bevacizumab (Avastin®).

Bloqueadores de Tirosino-Quinase

As tirosino-quinases são enzimas que se encontram no interior da célula tumoral e são importantes no processo de multiplicação das células cancerígenas. Muitos novos tratamentos têm como mecanismo de ação o bloqueio dessas enzimas. Entre essas novas medicações se encontram: erlotinib (Tarceva®), Gefitinib (Iressa®), Imatinib (Glivec®), Sunitinib (Sutent®), Sorafenib (Nexavar®).

Cuidados Paliativos em Oncologia

 É uma abordagem de tratamento que tem como objetivo melhorar a qualidade-de-vida dos pacientes com câncer e seus familiares, influenciando de forma positiva o curso da doença.
Os cuidados paliativos atuam através da prevenção e do tratamento precoce do desconforto de sintomas relacionados ao câncer, dos efeitos colaterais relacionados ao seu tratamento, além de problemas psicológicos e sociais que possam estar presentes e afetando o paciente e seus familiares. Pode ser utilizado de forma conjunta com outras formas de tratamento do câncer tais como a quimioterapia ou a radioterapia.

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