Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, todo ano são diagnosticados 17 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo. Desse total, 60% dos pacientes podem vir a apresentar dor de intensidade moderada a severa. Estes números, demonstram a enorme importância para toda a Sociedade do controle eficaz da dor relacionada ao câncer. Novos avanços no tratamento do câncer e uma melhor compreensão dos mecanismos cerebrais de percepção da dor, nos permite disponibilizar a nossos pacientes uma melhor qualidade de vida através do tratamento racional da dor. Para o melhor controle da dor de nossos pacientes são utilizados, sempre de forma individualizada, tratamentos com medicações (morfina oral por exemplo), quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, cirurgia e, ainda, bloqueios anestésicos.

Dentro dessa linha, a morfina por via oral é considerada como o remédio de escolha pela OMS para o tratamento da dor crônica de intensidade moderada a severa relacionada ao câncer. Diversos estudos científicos demonstram, de forma clara, que praticamente não existe risco de dependência com o uso crônico de morfina, quando utilizado para tratar a dor relacionada ao câncer.

Diversas barreiras, em nossa sociedade, ainda existem para se alcançar um controle mais efetivo da dor relacionada ao câncer, entre elas: preocupações sobre o risco de dependência, crença de que a dor é um sintoma inevitável, medo de mascarar sintomas, custos das medicações, entre outras. É nossa função, como médico oncologista, escutar, tratar e orientar nossos pacientes de modo que possam desfrutar de uma qualidade de vida cada vez melhor.

Fonte: Dr. Antônio Fabiano Ferreira – Oncologista da Oncosinos