Em Medicina existe sempre uma grande preocupação com a manutenção de uma boa qualidade de vida para nossos pacientes. Em nossa área de atuação, o tratamento e estudo do câncer (Oncologia), a fadiga crônica é um sintoma que pode ocorrer em até 80% dos pacientes.

É importante enfatizar que esta fadiga é completamente diferente da sensação de cansaço normal e muitas vezes prazerosa, experimentada após a realização de um exercício físico moderado, como jogar uma partida de futebol com os amigos. Quando perguntados, os pacientes freqüentemente a descrevem através de expressões como: “sinto uma fraqueza geral e dificuldade em me concentrar” ou “me sinto sempre exausto (a)”, ou ainda, “minhas energias estão completamente esgotadas”, “tenho um cansaço nas pernas”.

As causas da fadiga associada ao câncer são diversas e incluem: depressão, dor crônica, anemia, dificuldade em conciliar o sono, perda de massa muscular, infecções, perda de apetite, distúrbios metabólicos e ainda efeitos colaterais de alguns agentes quimioterápicos ou imunoterapia.

Quando não avaliada e tratada de forma conveniente a fadiga pode causar uma importante diminuição da qualidade de vida do paciente com câncer. Dessa forma, é fundamental que o médico oncologista tome a
iniciativa de conversar com o paciente e seus familiares sobre esse sintoma, discutindo as opções para seu tratamento. Nessa situação, diversas medidas relativamente simples podem ser instituídas.

  • Incentivar a prática de exercícios leves;
  • Avaliar e, se necessário, corrigir a anemia;
  • Diagnosticar e tratar a depressão;
  • Reconhecer e tratar da forma mais completa possível, sintomas como dor, náusea, insônia e falta-de-ar;
  • Avaliar a utilização de medicações estimulantes do apetite e/ou psico-estimulantes;
  • Utilizar métodos de relaxamento, tais como massagens e atividades que o paciente considerar prazerosas;

Fonte: Dr. Antônio Fabiano Ferreira – Oncologista da Oncosinos