Com a aproximação do verão, aumentam os cuidados que devemos tomar com a pele. Dentre essas preocupações, a questão da prevenção e do tratamento do câncer de pele é muito importante.

O câncer de pele se divide basicamente em dois tipos: os melanomas e os não melanomas. O câncer de pele do tipo não melanoma é o tumor mais freqüente no Brasil, sendo especialmente comum na Região Sul. Na região do Vale dos Sinos, onde a colonização alemã foi preponderante, a combinação de características étnicas de pele e olhos claros associada a atividades de trabalho/lazer ao ar livre, expõem a população a um risco aumentado de câncer de pele, de ambos os tipos.

O tipo não melanoma, o mais frequente, é curável na maior parte dos casos. A prevenção destes tumores consiste da evitação da exposição aos raios ultra-violetas, especialmente nos horários entre 11 e 15 horas, e do uso de protetores solares regularmente, ou seja, diariamente, e não somente quando da exposição direta “em banhos de sol”.

O melanoma, embora menos freqüente, apresenta menores taxas de curabilidade que o não melanoma. Quanto mais precoce seu diagnóstico, melhor o prognóstico. Pessoas de pele clara e com múltiplas “manchas” ou “sinais” pelo corpo são as mais suscetíveis a esta neoplasia. Outros fatores de risco são queimaduras solares e exposição aos raios ultravioletas, em especial os raios UVB. A quantidade de exposição aos raios ultravioletas ao longo da vida apresenta associação direta com risco para o desenvolvimento de melanoma.

Cabe lembrar que no caso específico do melanoma, não sabemos ainda se o uso de protetores solares é capaz de evitar ou reduzir o risco para esta doença. Com certeza podemos recomendar o uso diário de protetores solares a fim de evitar o câncer de pele não melanoma e o envelhecimento cutâneo. Para a prevenção do melanoma, entretanto, a recomendação atual baseia-se na evitação do excesso de exposição aos raios ultra-violetas.

Ou seja, abusar do sol, mesmo com o uso do filtro solar pode ser prejudicial à saúde de sua pele. Ainda vale a antiga recomendação de moderação e, no caso de alterações de pele, sejam manchas, sangramentos ou surgimento de “verrugas”, procurar o dermatologista.

Fonte: Dra. Daniela Lessa – Oncologista da Oncosinos